2026-01-02
Salários vão subir mais em 2026 do que em 2025. Conheça os países europeus terão os maiores aumentos
Na Europa prevê-se um crescimento dos salários reais ligeiramente superior em 2026 face a 2025. Que regiões vão destacar-se e superar a média europeia?
Os salários reais na zona euro recuperaram, em grande medida, da forte queda registada durante o período de elevada inflação em 2022, revelou o Banco Central Europeu (BCE). No início de 2025, os salários reais na zona euro estavam próximos dos níveis observados antes do pico de inflação no final de 2021.
Ainda que organizações internacionais como a OCDE não tenham divulgado os relatórios comparativos de salários para 2025, esperados no início de 2026, vários inquéritos dão uma indicação das tendências salariais.
Segundo o relatório Salary Trends 2025-26 da Employment Conditions Abroad (ECA), os salários reais aumentaram em 2025 em quase todos os países europeus analisados, tendência que deverá prolongar-se em 2026.
Até ao final de 2025, os salários reais subirão em 23 dos 25 países europeus inquiridos, enquanto a Roménia (-0,9%) e a Ucrânia (-3,2%) deverão registar quedas. Nos restantes, o crescimento varia entre 0,2% na Áustria e 5,1% na Turquia. Em Portugal, estima-se um aumento de 1,8%.
Em 2026, a Turquia deverá registar o maior crescimento real dos salários, de 8,1%, superando o nível observado em 2025. A ECA projecta um crescimento mediano dos salários reais de 1,7% nos 25 países analisados. A Roménia (-0,7%) deverá voltar a cair, enquanto os restantes países registarão crescimento positivo. Hungria (3,5%), Polónia, Chéquia e Bulgária (2,7%) estarão entre o grupo com maiores crescimentos.
No Reino Unido, o crescimento real dos salários continuará a ser o mais baixo entre as grandes economias europeias, em 1,1%, embora represente uma clara melhoria face a 2025. Reino Unido e Itália (1,2%) ficam ligeiramente atrás de França (1,7%) e Alemanha (1,7%) em termos de aumentos reais previstos para 2026.
À excepção da Grécia (0,9%), o crescimento projectado supera 1% em todos os países, incluindo Portugal que apresenta uma previsão de 1,4%.
Além do Reino Unido, grandes economias da Europa Ocidental como Espanha (1,5%) e Países Baixos (1,3%) continuarão abaixo da média regional.
(Fonte: Human Resources) |