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2021-08-16
Trabalho: efeitos da pandemia começam a desaparecer

Quase ano e meio após ter sido identificado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal, começam agora a desvanecer-se os efeitos da crise pandémica (e das restrições que a ela ficaram associadas) no mercado laboral. Assim, entre abril e junho, a população empregada não só superou o nível registado no período homólogo de 2019, como atingiu o valor mais alto dos últimos dez anos. As ausências ao trabalho sofreram o maior decréscimo desde 2011 e também o universo de pessoas em teletrabalho encolheu, ainda que a adoção dessa modalidade se tenha mantido obrigatória durante grande parte do período em causa.

Segundo o INE, entre abril e junho, a população empregada foi estimada em 4.810,5 mil pessoas, número que não só é superior ao registado no trimestre anterior (em 2,8%), no mesmo período de 2020 (em 4,5%) e no trimestre homólogo de 2019 (em 0,8%) como é mesmo o mais elevado de toda a série estatística do INE. Ou seja, desde pelo menos 2011 que não havia tantos indivíduos empregados em Portugal.

Além dos dados da população empregada, também os números de ausências ao trabalho mostram que o mercado laboral está a recuperar. No segundo trimestre, 397,1 mil pessoas estiveram ausentes do trabalho, menos 237,9 mil pessoas (37,5%) do que no trimestre anterior. Este é, de resto, o “maior decréscimo trimestral num segundo trimestre desde 2011”, frisa o INE. Em comparação com o mesmo período de 2020, verificou-se um recuo de 63,1% (ou seja, menos 680,3 mil pessoas), o que “corresponde ao maior decréscimo homólogo desde 2011”.

Outro ponto importante a considerar na análise ao mercado de trabalho é a adesão ao teletrabalho, que diminuiu, entre abril e junho. Até meados desse último mês, a adoção da modalidade remota manteve-se obrigatória em todo o país — apesar de o estado de emergência ter terminado — e mesmo depois dessa data essa obrigação manteve-se nos concelhos mais afetados pela crise pandémica (como o de Lisboa), mas, segundo o INE, a fatia de teletrabalhadores no universo total de empregados emagreceu 5,8 pontos percentuais, face ao trimestre anterior, para 14,9%. Em termos homólogos, o recuo foi de 7,6 pontos percentuais.

 
   
 
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